Formação de Auditores Internos

Terceirização com Segurança

3. FUNÇÕES DA AUDITORIA INTERNA

3.1 Assessoramento e Consultoria A auditoria interna é uma atividade independente e objetiva, que presta serviços de avaliação, assessoramento e consultoria e tem como objetivo adicionar valor e melhorar as operações de uma organização. A auditoria auxilia a organização a alcançar seus objetivos por meio de uma abordagem sistêmica e disciplinada para a avaliação e melhoria da eficácia dos processos de gestão de riscos, controles e governança corporativa

3.2 Avaliação de Processos Organizacionais Nos dias de hoje fica cada vez mais evidente que os controles necessitam atuar fortemente com uma finalidade preventiva. Não adianta somente identificar e corrigir um problema, após a sua ocorrência. O que os controles precisam proporcionar é segurança quanto à inexistência de novos desvios nos processos. A avaliação dos controles adotados em relação ao objetivo do processo e aos riscos envolvidos, proporciona a constatação de possíveis perdas financeiras e prejuízos à imagem da organização, assim como possibilita a melhora na qualidade dos processos e a identificação das mudanças ou adaptações necessárias aos procedimentos e rotinas desenvolvidos, visando a sua padronização, agilidade, melhor controle e eficácia.

3.3 Avaliação e Controle de Riscos Empresariais Visa identificar e analisar os riscos relevantes como base para determinar como estes riscos devem ser eliminados, minimizados ou compartilhados. Através da análise de risco se consideram os aspectos internos e externos que podem afetar negativamente a habilidade da instituição em gerir, registrar, processar, resumir e prestar informações sobre todos os seus processos. O controle é exercido por qualquer ação tomada pela direção, assessorada pela auditoria, pelo conselho e por outras partes para gerenciar os riscos e aumentar a probabilidade de que os objetivos e metas estabelecidos sejam atingidos.

3. 4 Aplicação de Técnicas e Metodologias para Execução da Auditoria O trabalho de auditoria implica a realização de diversas etapas, cujo desenvolvimento requer ordenação e planejamento de o que, como, quanto e quando fazer, e quem o fará. Planejamento é um compromisso para a ação ordenada, realística e sistemática de uma escolha racional, determinado o curso da ação do trabalho a realizar.

O planejamento do trabalho, embora em alguns casos não exista de forma explícita e formal, sempre existe, mesmo que somente na mente da pessoa que o executa, e se assim não fosse, o trabalho não teria consistência. Assim, o planejamento em auditoria consiste na determinação antecipada de quais procedimentos serão aplicados, na extensão e na distribuição desses procedimentos no tempo e nas pessoas que realizarão essas tarefas. Por planejamento deve-se entender uma metodologia de preparação de um serviço, que compreende os objetivos definidos, o roteiro, os métodos, planos e programas a serem observados por etapas e os processos de avaliação de que se atingiram as metas programadas.

3.4.1 Planejamento A fase mais importante de qualquer exame é a etapa inicial de planejamento. Não existe outra fase do processo de Auditoria que afete mais o êxito de um trabalho do que o tempo utilizado na verificação preliminar da atividade a ser examinada e planejamento do alcance global.

Os objetivos do planejamento do trabalho de auditoria são:

 - Permitir a realização de um exame adequado e eficiente que facilite alcançar os objetivos do auditor Facilitar o controle sobre o desenvolvimento do trabalho e sobre o tempo que nele se gasta;

 - Estabelecer racionalmente a extensão dos diversos procedimentos de auditoria;

 - Evitar sobrecarga de trabalho. A realização de trabalho de Auditoria Interna, sem planejamento prévio e programa adequado, pode acarretar os seguintes inconvenientes:

- Esquecimento de áreas importantes de análise ou reconhecimento em ocasião em que não seja mais possível ou econômica a sua verificação;

- Demora na identificação de problemas significativos que afetam o objetivo global do exame;

 - Não ter disponível a equipe apropriada para o trabalho;

- Omitir a eliminação de procedimentos desnecessários de auditoria em função dos objetivos globais. A questão crítica ao se planejar uma revisão de Auditoria é a definição do volume de informações necessário para esse fim. Essa decisão depende muito do conhecimento técnico do auditor e do conhecimento específico sobre a atividade a ser examinada. O planejamento deve se iniciar com a preparação do Plano Anual de Auditoria, onde são abordados:

- Áreas de exame e análise prioritárias;

- Enfoque de rotação de ênfase para determinados Programas de Auditoria;

 - Determinação do alcance de Auditoria em determinadas áreas ou Unidades da Organização;

- Previsão de tempo para execução dos trabalhos programados para o ano calendário.

3.4.2 Preparação dos Programas de Trabalho Os programas de Auditoria devem ser elaborados de forma lógica e objetiva a fim de possibilitar ao auditor o desenvolvimento eficiente dos trabalhos de campo. Todo programa de trabalho deve ter as seguintes etapas:

a) Conhecimentos Prévios Conhecimento das normas gerais, controles, procedimentos e avaliação de risco da atividade da área objeto de exame; Revisão de trabalhos e relatórios anteriores a fim de se obter um julgamento e enfoque adequados; Análise do fluxograma da área sob exame, com o objetivo de dar maior ou menor ênfase em determinados procedimentos.

 b) Seleção dos Testes

Após a tomada de conhecimento, o auditor deverá decidir sobre a extensão dos testes a efetuar e proceder à seleção de itens ou operações que serão objeto de exame específico. A seleção pode ser feita por métodos diversos como: - Seleção por amostragem aleatória; - Seleção por amostragem estatística; - Seleção por estratificação dos elementos. O método de seleção, o motivo da escolha e a cobertura dada pela seleção devem ser anotados nos papéis de trabalho.

c) Formalização dos Itens Selecionados Os itens e atividades selecionados devem ser anotados nos papéis de trabalho, com detalhes suficientes à sua compreensão. Essa anotação deve ser feita de maneira clara e ordenada de modo a facilitar a execução específica dos testes e sua revisão.

d) Estabelecimento de Testes e Procedimentos Específicos Nesta fase do Programa de Auditoria devem ser anotados, de maneira ordenada, procedimentos a serem executados em relação aos itens selecionados. Possíveis detalhamentos de itens específicos deverão ser objeto de programas distintos. (Por exemplo: num programa sobre compras de ativo imobilizado deve constar o item “verificar se o fornecedor está cadastrado na Empresa”, sendo que outro programa tratará da adequação do cadastramento).

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