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ACOMPANHAMENTO
TRIBUTÁRIO DAS CONTAS CONTÁBEIS
Para fins de
gerenciamento tributário é essencial acompanhar, mês a mês, a situação do
resultado tributável e sua projeção até o final do ano. Essa análise propiciará
ao Contabilista, dentro o período-calendário, tomar providências reduzir o
pagamento do IRPJ e da CSSL, porém se não efetuar o acompanhamento, após o
término do ano, restarão poucas alternativas visando economia tributária.
Uma análise
detalhada no fechamento dos balancetes mensais e no balanço anual propiciará
economia de IRPJ e CSSL para empresa, pois cada lançamento contábil tem uma
conseqüência tributária a favor ou contra a empresa. Nos próximos itens
relacionamos alguns pontos que visam a economia de tributos incidentes sobre o
lucro, com base na contabilidade da empresa.
1. BALANÇO DE
ABERTURA
Ocorrendo a mudança de regime tributário, do Simples ou lucro presumido para
lucro real, a pessoa jurídica que não manteve escrituração contábil fica
obrigada a realizar levantamento patrimonial no dia 1o de janeiro
seguinte ao do último período-base em que foi tributada pelo lucro presumido, a
fim de proceder a balanço de abertura e iniciar a escrituração contábil
(parágrafo único do artigo 19 da Lei 8541/92).
O
levantamento patrimonial deverá incluir todos os bens do ativo, o patrimônio
líquido e as obrigações. No ativo deverão ser inventariados o dinheiro em
caixa e em bancos, as mercadorias, os produtos, as matérias primas, as
duplicatas a receber, os bens do ativo não circulante, etc. No passivo deverão
ser arroladas todas as obrigações e no patrimônio líquido o capital registrado e
a diferença (devedora ou credora) do ativo menos o passivo exigível e capital
social.
Exemplo:
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DESCRIÇÃO |
DÉBITO |
CRÉDITO |
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R$ |
R$ |
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Banco conta Movimento |
10.000,00 |
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Duplicatas a Receber |
100.000,00 |
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Estoques |
25.000,00 |
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Construções e Benfeitorias |
20.000,00 |
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Veículos |
15.000,00 |
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(-) Depreciação Acumulada |
|
5.000,00 |
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Fornecedores |
|
20.000,00 |
|
Obrigações Tributárias |
|
10.000,00 |
|
Financiamentos |
|
6.000,00 |
|
Obrigações Trabalhistas |
|
4.000,00 |
|
Outras Contas a Pagar |
|
2.500,00 |
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Capital Social |
|
80.000,00 |
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Lucros / Prejuízos Acumulados |
|
42.500,00 |
|
Total dos Lançamentos |
170.000,00 |
170.000,00 |
2. CAIXA e
BANCOS
Deve-se verificar
nos meses seguintes, ao do encerramento do balancete e balanço (Ex.:
principalmente janeiro e fevereiro do ano seguinte), se existem despesas pagas
do mês ou ano anterior que deveriam ser contabilizadas pelo período de
Competência (mês em que foram incorridas e não pagas), mas estão sendo
contabilizadas pelo pagamento. Exemplo:
- Notas fiscais
de despesas, acertos de viagens funcionários e sócios com data de
novembro/dezembro do ano anterior e pagas ou apresentadas em janeiro/fevereiro
do ano seguinte;
- Água, luz,
telefone referente competência dezembro e pagas em janeiro do ano seguinte;
- Pagamento de
despesas de dezembro com cheques compensados apenas em janeiro;
- CPMF da última
semana de dezembro e debitada em janeiro do ano seguinte;
- Juros e
Encargos financeiros da conta corrente e conta garantida, bem como despesas
bancárias relativos a dezembro e debitados em janeiro do ano seguinte;
- IOF cobrado
sobre empréstimos e financiamentos;
- Outras despesas
referentes aos meses de novembro e dezembro, pagas somente no ano seguinte,
contabilizando-as no mês de sua competência.
Exemplo da
Contabilização da Energia Elétrica de dezembro, paga em janeiro do ano seguinte:
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Data |
Conta
Contábil |
Histórico
|
Débito |
Crédito |
|
|
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Contabilização da fatura pela Competência
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31/12/x1 |
Despesas/custos -
Resultado |
Valor
fatura Copel – ref energia elétrica mês de dezembro |
5.935,10 |
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31/12/x1 |
Contas a
Pagar -
Passivo |
Valor
fatura Copel ref energia elétrica do mês dez/ |
|
5.935,10 |
|
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|
Contabilização do pagamento no exercício seguinte |
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10/01/x2 |
Contas a
Pagar –
Passivo |
Valor
pagamento fatura Copel |
5.935,10 |
|
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10/01/x2 |
Banco
c/corrente |
Valor
débito c/c B.Brasil ref pgto fatura Copel. |
|
5.935,10 |
3. APLICAÇÕES
FINANCEIRAS
a) RENDA FIXA
Os rendimentos
das aplicações financeiras de Renda Fixa devem ser apropriados até 31/12, pois
seus rendimentos são considerados líquidos e certos.
Esses rendimentos
devem ser apropriados “pro-rata tempore“, segundo o
regime de competência, ou seja, conforme o número de dias até a data do término
do Balanço.Um exemplo é juros pré-fixados (CDB), com vencimento em 28.01.2003.
Se o CDB foi aplicado em 29.12.2002, somente 2/30 da receita deve ser apropriada
ao resultado de 2.002.
Exemplo:
Aplicação CDB em
29/12/2002, no valor de R$ 1.000.000,00, a ser resgatável em 28/01/2003, pelo
valor de R$ 1.030.000,00.
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Data |
Conta
Contábil |
Histórico
|
Débito |
Crédito |
|
|
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Contabilização dos Rendimentos em 31/12/2002
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31/12/x2 |
Aplicação
CDB- Ativo Circulante |
Valor
rendimentos aplic. CDB ref a 02 dias |
2.000,00 |
|
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31/12/x2 |
Rendimento Aplic.
Financ-
Resultado |
Valor
rendimentos aplic. CDB ref a 02 dias |
|
2.000,00 |
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Contabilização dos Rendimentos em 28/01/2003 |
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28/01/x3 |
Aplicação
CDB- Ativo Circulante |
Valor
rendimentos aplic. CDB ref a 28 dias |
28.000,00 |
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28/01/x3 |
Rendimento Aplic.
Financ-
Resultado |
Valor
rendimentos aplic. CDB ref a 28 dias |
|
28.000,00 |
b) RENDA VARIÁVEL
Já os rendimentos
de aplicações financeiras de renda variável (atreladas à Bolsa, ao Ouro, ao
Dólar, etc.) devem ser registrados na data do respectivo resgate, por serem
aplicações de risco, sendo que seu rendimento não é garantido e nem considerado
nem líquido ou certo na data do encerramento do Balanço, pois a qualquer momento
pode ocorrer desvalorização da aplicação em função da indexação a um título de
rendimento variável, podendo mensurar o rendimento apenas por ocasião do
resgate. Exemplo:
-Aplicação em
Fundos de Investimentos indexados à variação da Bolsa de Valores, Dólar e
Ouro.
-Aplicação em
Fundos de Investimentos administrados pelos Bancos, na qual a empresa corre
risco. Hoje em dia, praticamente todas as aplicações em fundos de
investimentos não têm garantido os seus rendimentos, o cliente participa do
risco, para isso basta ler o termo de compromisso de adesão da aplicação
Financeira. (...)
Obs:
Esse conteúdo foi editado dia
07/10/2010 (sujeito de alterações posteriores, versão atualizada no link abaixo)
Fonte: Manual de Contabilidade Tributária, saiba mais de como
obter economia tributária através da contabilidade,
clique aqui.

Apuração do Lucro Real com base em Balancetes de Suspensão ou Redução do Imposto
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Balanço de abertura na
transição do Lucro Presumido para o Lucro Real
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